Discutir e rediscutir a Educação é uma necessidade constante para quem tem o espaço escolar como ambiente de trabalho, sobretudo pelo fato do conhecimento e da informação já serem considerados como os maiores bens do século. O I Congresso de Educação das FIP focou justamente nos desafios e nas fronteiras do saber.
“O nosso propósito é tocar em três questões fundamentais. O processo de avaliação, que a gente sabe que é um processo conflituoso, porque os professores não perceberam ainda que a avaliação deve ser construtiva. Outro desafio são as novas tecnologias. A escola e os profissionais da educação precisam se abrir para fazer uso dessas tecnologias em sala de aula. E o terceiro desafio é a questão da formação, seja do professor ou do aluno”, destacou Edilene Araujo, coordenadora das Licenciaturas.
E quando o conhecimento precisa ser posto à prova? Um debate instigante sobre os processos de avaliação rendeu boas reflexões. Para o pedagogo e palestrante, Janssen Felipe,é preciso que a avaliação foque mais na aprendizagem do que na transmissão de conteúdos.“É necessário que o professor compreenda como o aluno raciocina, para desenvolver um ensino coerente com a forma que o aluno aprende, e não apenas mensurar a quantidade de informações que o aluno guarda”, afirmou.
Dia após dia, os educadores buscam ambientar-se com as novas formas de transmitir e até mesmo de didatizar o conhecimento, mas nem sempre é fácil. O processo educacional vem passando vem passando por um momento de constante evolução. Do livro até as novas tecnologias, a pergunta que fica é: como lidar com todas essas inovações?
“Essas novas tecnologias vêm favorecer a prática educativa, a aquisição de conhecimento e o professor a contextualizar seus conhecimentos. Isso faz com que o aluno se sinta sujeito da sua aprendizagem”, explicou Socorro Lucena, coordenadora das Licenciaturas.
O evento abriu espaço para exposição de banners, apresentação de trabalhos, mesa-redonda, minicursos, feira de livros e outras atividades. “Esse diálogo é importante para que a gente possa compreender melhor o que está acontecendo e o que precisa ser feito, na educação” ressaltou Luciana Calisse,professora e palestrante. O I congresso de Educação permitiu a estudantes e educadores fizessem o que eles fazem de melhor, trocar conhecimento.